Um pequeno portal em que seus autores se propõem a contar estórias e fazer pequenos poemas.
domingo, 1 de março de 2015
Mumford & Sons - Little Lion Man
Este grupo até que tem músicas legais, não é mesmo? Os caipiras de lá, assim como os de cá, sempre têm um som bacana! É isso.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Oscar Wilde: No entanto,todo homem mata aquilo que...
No entanto, todo homem mata aquilo que adora,
Que cada um deles seja ouvido.
Alguns procedem com dureza no olhar,
Outros com uma palavra lisonjeira.
O covarde fá-lo com um beijo,
Enquanto o bravo o faz com a espada!
Uns matam o próprio amor quando ainda jovens,
Outros o fazem na velhice;
Uns estrangulam com as mãos da luxúria,
Outros com a mão de Ouro,
O que é bondoso faz uso do punhal,
Porque a morte assim vem mais depressa.
Uns amam pouco tempo, outros demais,
Uns vendem, outros compram;
Alguns praticam a ação com muitas lágrimas
E outros sem um suspiro,sequer:
Pois todo o homem mata o objeto do seu amor
E, no entanto, nem todo homem é condenado à morte.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Eis uma bela poesia, de um dos melhores poetas do século XX, Mário Faustino.
Romance
Para as Festas de Agonia
Vi-te chegar, como havia
Sonhado já que chegasses:
Vinha teu vulto tão belo
Em teu cavalo amarelo,
Anjo meu, que, se me amasses,
Em teu cavalo eu partira
Sem saudade, pena, ou ira;
Teu cavalo, que amarraras
Ao tronco de minha glória
E pastava-me a memória.
Feno de ouro, gramas raras.
Era tão cálido o peito
Angélico, onde meu leito
Me deixaste então fazer,
Que pude esquecer a cor
Dos olhos da Vida e a dor
Que o Sono vinha trazer.
Tão celeste foi a Festa,
Tão fino o Anjo, e a Besta
Onde montei tão serena,
Que posso, Damas, dizer-vos
E a vós, Senhores, tão servos
De outra Festa mais terrena –
Não morri de mala sorte,
Morri de amor pela Morte.
Mário Faustino dos Santos e Silva nasceu no dia 22 de outubro
de 1930, em Teresina, Piauí. Começou muito cedo, aos 16 anos já publicava
crônicas e escrevia poemas. Durante sua breve vida escreveu belos poemas,
muitos deles relacionados à morte. O autor publicou um único livro de poesia em
1955, “O homem e sua hora”. Mário Faustino faleceu aos 32 anos de idade, num
trágico acidente aéreo, curiosamente.
Professor
Adilson Citelli
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Limites (Texto de Autor Desconhecido)
Qual o seu limite para sonhar e realizar objetivos em sua
vida?
Nenhum.
O limite é você quem impõe.
Você é a única pessoa que pode colocar restrições nos seus
desejos.
Veja que as grandes realizações do nosso século aconteceram
quando alguém resolveu vencer o impossível...
Nas navegações, encontramos um Colombo determinado a seguir
viagens pelo mar, mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava e estava
cheio de monstros terríveis.
Santos Dumont, foi taxado de louco tantas vezes que nem mais
ligava para os comentários, até fazer subir seu 14 Bis...
Ford foi ignorado por banqueiros e poderosos que não
acreditavam em carros em série.
Einstein foi ridicularizado na Alemanha... Desistir de
nossos projetos, ou aceitar palpites infelizes em nossas vidas é mais fácil do
que lutar por eles.
Renunciar, chorar, aceitar a derrota é mais simples pelo
simples fato de que não nos obriga ao trabalho.
E ser feliz, dá trabalho.
Ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias, de
encantos e desencantos.
Quantas pessoas passaram pela sua vida e te magoaram ???
Quantos passarão pela sua vida só para roubar tua energia
???
Quantos estarão realmente preocupados com você???
A questão é como você vai encarar essas situações.
Como ficarão seus projetos...eles resistirão as amarguras e
desacertos do dia a dia???
O objetivo você já tem: ser feliz !!!
Como alcançar você já sabe: lutando !!!
Resta saber o quanto feliz você realmente quer ser.
E principalmente; qual o limite que você colocou em seus
sonhos.
Lembre-se: não há limites para sonhar...
Não se limite, vá a luta!
O impossível é apenas algo que alguém ainda não realizou !!!
E sempre Sorria !!!
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Lobos internos (Texto de Autor Desconhecido)
Um velho Avô disse ao seu neto, que veio a ele com raiva de
um amigo, que lhe havia feito uma injustiça:
"Deixe-me contar-lhe uma história."
Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que
aprontaram tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.
Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.
É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.
Lutei muitas vezes contra estes sentimentos..."
E ele continuou: "É como se existissem dois lobos
dentro de mim.
Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos
ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.
Ele só lutará quando for certo fazer isto. E da maneira
correta.
Mas, o outro lobo, ah! Este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas
coisas o lançam num ataque de ira!
Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito
grandes.
É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa
alguma!
Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro
de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e
perguntou:
"Qual deles vence, Vovô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento mais freqüentemente".
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
A flor (texto de Autor Desconhecido)
O local estava deserto quando sentei-me para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois tinha a impressão que o mundo estava tentando me afundar. E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou perto de mim, cansado de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
- Veja o que encontrei!
Na sua mão uma flor. E que visão lamentável! Estava murcha com muitas pétalas caídas...
Querendo ver-me livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e virei-me.
Mas ao invés de recuar, ele sentou-se ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
- O cheiro é ótimo, e é bonita também... Por isso a peguei. Pegue-a, é sua!
A flor à minha frente estava morta ou morrendo. Nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá. Então estendi-me para pegá-la e respondi:
- Era o que eu precisava...
Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão.
Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, e que não podia ver o que tinha nas mãos. Senti minha voz sumir. Lágrimas despontaram ao sol, enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.
- De nada... - respondeu sorrindo.
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia.
Sentei-me e comecei a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.
Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU! E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciar cada segundo que é só meu. Então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela flor, e sorri enquanto via aquele garoto com outra flor em suas mãos prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade...
As melhores coisas da vida são vistas com o coração!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A felicidade não está onde se procura
Nasrudin encontrou um homem desconsolado sentado à beira do caminho e perguntou-lhe os motivos de tanta aflição.
- Não há nada na vida que interesse, irmão. Tenho dinheiro suficiente para não precisar trabalhar e estou nesta viagem só para procurar algo mais interessante do que a vida que levo em casa. Até agora, eu nada encontrei.
Sem mais palavra, Nasrudin arrancou-lhe a mochila e fugiu com ela estrada abaixo, correndo feito uma lebre. Como conhecia a região, foi capaz de tomar uma boa distância.
A estrada fazia uma curva e Nasrudin foi cortando o caminho por vários atalhos, até que retornou à mesma estrada, muito à frente do homem que havia roubado. Colocou a mochila bem do lado da estrada e escondeu-se à espera do outro. Logo apareceu o miserável viajante, caminhando pela estrada tortuosa, mais infeliz do que nunca pela perda da mochila. Assim que viu sua propriedade bem ali, à mão, correu para pegá-la, dando gritos de alegria.
- Essa é uma maneira de se produzir felicidade - disse Nasrudin.
Contos Sufi de Nasrudin
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