Um pequeno portal em que seus autores se propõem a contar estórias e fazer pequenos poemas.
domingo, 19 de junho de 2011
Romaria (Renato Teixeira)
Ele (Renato Teixeira) afirmou numa entrevista que compôs Romaria quando visitou a cidade de Aparecida. Disse ele que estando lá diante de tudo aquilo começou a pensar, bem, o resultado de suas reflexões é uma canção fabulosa. Nela é retratado o caboclo brasileiro, uma figura quase em extinção nos dias de hoje. O brasileiro ingênuo e simples, mas, ao mesmo tempo, convicto sobre seus credos, firme em seu brio.
Renato Teixeira deixa transparecer toda a leveza dos versos caipiras, toda a melodia do cancioneiro regional. Beleza e simplicidade dão o tom em seus versos. A verdadeira música brasileira é assim, composta por palavras simples e verdadeiras.
Talvez a Elis Regina tenha sido a melhor intérprete de Romaria, como fora em quase todas as canções em que se dispôs a interpretar. É isso aí, Bela canção, Bela e ótima intérprete.
Romaria
Renato Teixeira
É de sonho e de pó
o Destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo
É de laço e de nó
De gibeira o jiló
Dessa vida, comprida, a só.
Sou caipira pira pora Nossa Senhora De Aparecida
Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida.2x
O meu pai foi peão,
Minha mãe solidão,
meus irmãos perderam-se na vida a custa de aventuras.
Descasei e joguei, investi desisti
Se há sorte, eu não sei, nunca vi.
Sou caipira pira pora Nossa Senhora De Aparecida
Ilumina a mina escura e funda, o trem da minha vida.2x
Me disseram porém
que eu viesse aqui
pra pedir de romaria e prece paz dos desaventos
como eu não sei rezar
só queria mostrar
meu olhar, meu olhar, meu olhar.
Sou caipira pira pora Nossa Senhora De Aparecida
ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida.3x
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A paz (Texto de Autor Desconhecido)
Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz. Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados. O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave. O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu. O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos. Mas para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo. Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:
- Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?
E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse: - Vocês repararam que em meio à violência das ondas e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranqüilamente?
E os pintores sem entender responderam: - sim, mas... antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou: - Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilos.
Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de entender. Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranqüila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade. Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência.
A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranqüilo e nossa consciência arder em chamas. A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós. É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção. Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será conquista individual de cada criatura, portas à dentro da sua intimidade.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Canto Della Terra (Andrea Bocelli)
Com uma voz exuberante, Andrea Bocelli está entre os maiores tenores da atualidade. Apesar de sua condição de tenor, Andrea Bocelli não deixa de interpretar canções que não sejam clássicas. Ele faz parte do grupo de cantores clássicos que, de uma forma ou de outra, tentam popularizar este ramo música. E neste quesito ele é imbatível, talvez seja o tenor mais popular de nosso tempo. Este magnífico cantor italiano está sempre impecável em suas atuações. A despeito de ele não enxergar, sem gestos e outros artifícios cênicos, Andrea Bocelli consegue fazer com que todos sintam emoção ao apreciar aquele ato sublime. Há uma dele que é espetacular: Canto Della Terra.
Canto Della Terra
Composição: Francesco Sartori / Lucio Quarantotto
Si lo so
Amore che io e te
Forse stiamo insieme
Solo qualche istante
Zitti stiamo
Ad ascoltare
Il cielo
Alla finestra
Questo mondo che
Si sveglia e la notte è
Già così lontana
Già lontana
Guarda questa terra che
Che gira insieme a noi
Anche quando è buio
Guarda questa terra che
Che gira anche per noi
A dorci un po'di sole, sole, sole
My love che sei l'amore mio
Sento la tua voce e ascolto il mare
Sembra davvero il tuo respiro
L'amore che mi dai
Questo amore che
Sta lì nascosto
In mezzo alle sue onde
A tutte le sue onde
Come una barca che
Guarda questa terra che
Che gira insieme a noi
Anche quando è buio
Guarda questa terra che
Che gira anche per noi
A dorci un po'di sole, sole, sole
Sole, sole, sole
Guarda questa terra che
Che gira insieme a noi
A darci un po'di sole
Mighty sun
Mighty sun
Mighty sun
Canto da Terra
Sim eu sei
amor que eu e você
talvez estamos juntos
somente por alguns instantes
Mudos
a escutar
o céu
da janela,
este mundo que
desperta e a noite é
agora já distante,
já distante
Olha esta terra que
que gira junto a nós
até quando está escuro.
Olha esta terra que
que gira também para nós
para nos dar um pouco de sol, sol, sol.
My love que és o meu amor
ouço a tua voz e escuto o mar,
parece mesmo o seu respiro,
o amor que você me dá
este amor que
está aí escondido
no meio das suas ondas
de todas as suas ondas
como uma barca que
olha esta terra que
que gira junto a nós
até quando está escuro.
Olha esta terra que
que gira também para nós
para nos dar um pouco de sol.
Sol, Sol, Sol
Olha esta terra que
que gira junto a nós
para nos dar um pouco de sol.
Mighty sun
Mighty sun
Mighty sun
sábado, 11 de junho de 2011
O vôo de British Airways (Texto de Autor Desconhecido)
Num vôo da British Airways entre Johanesburgo e Londres, uma senhora branca de uns cinqüenta anos senta-se ao lado de um negro. Ela chama a aeromoça para se queixar.
- Qual é o problema, senhora? - pergunta a aeromoça.
- Mas você não esta vendo? - responde a senhora - Você me colocou ao lado de um negro. Eu não consigo ficar ao lado destes nojentos. Me dê um outro assento.
- Por favor, acalme-se - diz a aeromoça - Quase todos os lugares deste vôo estão tomados. Vou ver se há algum lugar na executiva ou na primeira classe.
A aeromoça se afasta e volta alguns minutos depois.
- Minha senhora - explica a aeromoça - como eu suspeitava, não há nenhum lugar vago na classe econômica. Eu conversei com o comandante que confirmou que não há mais lugar na executiva. Entretanto, ainda temos um assento na primeira classe.
Antes que a megera pudesse responder algo, a aeromoça continuou:
- É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso que alguém seja obrigado a sentar-se ao lado de uma pessoa tão execrável...
E, dizendo isso, ela se vira para o negro e diz:
- Se o senhor quiser fazer o favor de pegar seus pertences, eu já preparei aquele assento para o senhor...
E todos os passageiros ao redor que acompanharam a cena se levantaram e bateram palmas para a atitude da companhia.
domingo, 5 de junho de 2011
Samurai, uma bela canção de Djavan

Há certos artistas que nunca envelhecem, artisticamente falando. Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um desses a que me refiro. Cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro. A sua especialidade consiste em misturar vários ritmos, portanto, um talento que se destaca por seu ecletismo musical se assim podemos dizer. Djavan possui vários sucessos, dentre os quais "Seduzir", "Flor de Lis", "Lilás", "Pétala", "Se…", "Eu te Devoro", "Açaí", "Segredo", "A Ilha", "Faltando um Pedaço", "Oceano", "Esquinas", "Samurai" e "Boa Noite". Quando criança uma música de Djavan ficou em minha memória, essa música é “Samurai”. Não consigo explicar porque, mas ela sempre retorna a minha mente trazendo-me ótimas recordações de um tempo que não volta mais...
Samurai
Interprete: Djavan
Composição: Djavan
Aaaaaiii...
Quanto querer
Cabe em meu coração...
Aaaaaiii...
Me faz sofrer
Faz que me mata
E se não mata fere...
Vaaaaiii...
Sem me dizer
Na casa da paixão...
Saaaaii...
Quando bem quer
Traz uma praga
E me afaga a pele...
Crescei, luar
Prá iluminar as trevas
Fundas da paixão...
Eu quis lutar
Contra o poder do amor
Cai nos pés do vencedor
Para ser o serviçal
De um samurai
Mas eu tô tão feliz!
Dizem que o amor
Atrai...
Aaaaaiii...
Quanto querer
Cabe em meu coração...
Aaaaaiii...
Me faz sofrer
Faz que me mata
E se não mata fere...
Vaaaaiii...
Sem me dizer
Na casa da paixão...
Saaaaii...
Quando bem quer
Traz uma praga
E me afaga a pele...
Crescei, luar
Prá iluminar as trevas
Fundas da paixão...
Eu quis lutar
Contra o poder do amor
Cai nos pés do vencedor
Para ser o serviçal
De um samurai
Mas eu tô tão feliz!
Dizem que o amor
Atrai...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Castelo de cartas
O amor é um castelo de cartas, lindo e mágico.
Cartas lindas para os que amam e lindas para os que são amados.
As cartas mágicas do amor resistem ao tempo e às intempéries.
Cartas tão lindas e mágicas só não resistem à queda de uma delas.
O castelo do amor não existe sem a carta confiança.
A carta da confiança é o pilar central da edificação chamada amor.
Gerci Monteiro de Freitas
terça-feira, 31 de maio de 2011
Garota linda
Garota linda; eu te venero.
A tua pele macia; eu quero tocar, sentir, provar.
Em teus longos cabelos; eu quero me enrolar.
Linda garota; eu te quero.
Os teus olhos de jabuticaba; encantam, seduzem, paralisam.
Em teu corpo cheiroso; eu quero me achegar.
Morena linda; vem me enfeitiçar.
Dos pés à cabeça; da cabeça aos pés.
Corpo perfeito; eu quero só pra mim.
Morena linda; vem me bolinar.
Belas palavras; em teu ouvido quero docemente murmurar.
Beijo de mel; molhado e doce em ti eu quero dar.
Gerci Monteiro de Freitas
A tua pele macia; eu quero tocar, sentir, provar.
Em teus longos cabelos; eu quero me enrolar.
Linda garota; eu te quero.
Os teus olhos de jabuticaba; encantam, seduzem, paralisam.
Em teu corpo cheiroso; eu quero me achegar.
Morena linda; vem me enfeitiçar.
Dos pés à cabeça; da cabeça aos pés.
Corpo perfeito; eu quero só pra mim.
Morena linda; vem me bolinar.
Belas palavras; em teu ouvido quero docemente murmurar.
Beijo de mel; molhado e doce em ti eu quero dar.
Gerci Monteiro de Freitas
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